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O consumo do café com função hepatoprotetora!!!

Notícias e Dicas (13/11/14)  Existe uma grande controvérsia relativamente ao consumo de café nos dias que correm, com alguns estudos a sugerir um efeito benéfico e outros a atestar os seus malefícios, porém cabe a nós avaliar cada caso e enquadrar ou não o consumo deste alimento de acordo com a individualidade bioquímica de cada paciente, isto é válido não só no caso do café como para todos os alimentos. Esse é só mais um bom exemplo da forma errada como se tem comunicado a ciência da nutrição, uma área tão exposta ao sensacionalismo e às manchetes sonantes que vendem revistas. Foi assim com os ovos que já fizeram mal ao coração e hoje aumentam o HDL-c e reduzem o risco cardiovascular. O café ontem aumentava o risco de diabetes, hoje reduz a incidência e ainda protege o fígado. Qual dos estudos está errado? Provavelmente nenhum... ,cabe a nós avaliar cada caso e nos mantermos atualizados. Qual a sua condição perante ao possível benefício ou malefício?Assim, saberá se deve ou não consumi-lo.

O café é um daqueles alimentos, se é que lhe podemos chamar isso, que se odeia ou se adora. A verdade é que não são poucos os trabalhos a surgir um efeito protector aos mais diversos níveis, mas que na verdade não se deverá à cafeína mas sim a outros componentes presentes no café, como o ácido clorogénico por exemplo. Um desses efeitos positivos parece ser a nível do fígado, associando-o a uma redução de indicadores da função hepática, como as enzimas ALT, AST, ALP, e GGT, efeito este verificado tanto para o café como para o descafeinado, ou seja, colocando assim o café como alimento funcional devido esses polifenóis de funções protetoras ao fígado. Estes são os resultados de um estudo agora publicado na revista Hepatology (segue no link de referência).

Se consideramos o elevado teor de polifenois antioxidantes presentes no café, não é estranho que de facto exista uma relação causal entre o seu consumo e a função hepática de desintoxicação. No entanto, não podemos deixar de sublinhar que se trata de mais um estudo de correlação, e que associação não implica causalidade por mais que tente polir a coisa. Por exemplo, o maior consumo de café também pode estar associado a um menor consumo de refrigerantes, sucos industrializados e álcool. O que será protector? Consumir mais café ou menos tóxicos por essas bebidas que facilmente são substituidas pelo café? Impossível saber em estudos deste tipo, mesmo existindo uma plausibilidade biológica por detrás. Mas a verdade é que no enquadramento da dieta pobre e triste do Mundo Moderno, é das principais fontes de antioxidantes que temos de uma forma consistente. Vamos retirar? Bem... Depende do caso, e do contexto. Estude o seu caso e bom apetite!!!

Fonte: Hepatology Journal


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                    © 2013, Dra. Caroline Lira Nobrega